O regime escravocrata no Brasil e sua relação com a comunicação naquele período
Análise sobre o ponto de vista da sociedade no século XIX
Discutir às questões da mídia em relação ao racismo no Brasil, é dar espaço a um problema que hoje se encontra oculto nos olhos dos telespectadores, porém já foi o centro de grande parte de publicidades e propagandas até cerca de 1888.
A execução de uma Publicidade está totalmente ligada a um contexto histórico social, portanto, é possível dizer que os discursos preconceituosos em determinada propaganda, são apenas o espelho das ideias daquele público. Infelizmente, é comum que ainda hoje a representação de um negro no segmento midiático se limita a deixá-los em segundo plano, reforçar os estereótipos de empregadas domésticas ou até mesmo a objetificação sexual. Essa forma de produzir, se dá por conta dos resquícios da exposição de propagandas racistas onde anunciavam pessoas negras com o intuito de vendê-los como escravos, utilizando de técnicas, palavras e anúncios completamente desumanos.

Visivelmente a publicidade possui um papel essencial na formação de significados e criação de valores dentro de um cenário social, podendo se manifestar em relações de forma benéfica ou maléfica. No contexto histórico do século XIX, os anúncios eram o meio de comunicação usado como a principal ferramenta de comercialização da mão de obra escrava, além de serem muito utilizados para notificar a fuga de escravos, estes utilizavam de uma linguagem colonial extremamente agressiva e objetiva.
Negros tiveram sua imagem associada ao trabalho braçal árduo e de submissão ao homem branco, sendo vistos como mercadoria, mesmo mais adiante, com o processo de abolição já como realidade. Há essa estigmatização de estereótipos até hoje em dia.
O regime escravocrata no Brasil foi responsável por influenciar a estrutura social do país, dos privilégios brancos sobre as pessoas negras, a escravidão no Brasil durou 300 anos, desde o início desse processo histórico, a comunicação sempre se fez presente com anúncios em praças, leilões e outras manifestações públicas, porém durante a década de 1820 ganhou força através dos anúncios de jornais, anúncios de compra, venda, aluguel, troca e a fuga de escravos. Esses anúncios são classificados como os primeiros desse formato, por um logo período de tempo foram uma característica dos jornais de todo país.

É importante ressaltar que o tráfego negreiro movimentava a economia da época, os primeiros anúncios surgiram na gazeta do Rio de Janeiro, eram feitos a mão, a maioria dos anúncios ilustrados são de escravos fugidos, os demais não eram tão ilustrados. Essas propagandas moviam os jornais da época, até 1888 foram publicados cerca de 1 milhão de anúncios de escravos, para época isso era bastante tendo em vista que eles eram feitos a mão, o que demandava tempo, não gerando uma grande produção, sendo assim, os anúncios relacionados aos escravos representavam praticamente 80% dos anúncios como um todo.
Referências:
https://www.geledes.org.br/anuncios-de-escravos-os-classificados-da-epoca/
https://bdor.sibi.ufrj.br/bitstream/doc/419/1/370%20PDF%20-%20OCR%20-%20RED.pdf
https://www.vice.com/pt/article/8x53y3/revisitando-anuncios-de-escravos-do-seculo-19
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/7719/1/arquivo7402_1.pdf
http://abet-trabalho.org.br/anuncios-da-epoca-da-escravidao-mostram-por-que-o-brasil-precisa-acertar-as-contas-com-o-passado/
https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.insper.edu.br%2Fconhecimento%2Fconjuntura-economica%2Fanuncios-em-jornais-do-seculo-19-indicam-qualificacao-de-escravos%2F&psig=AOvVaw0Nr7Zxb2nNbjMerqJwaWSc&ust=1682436398035000&source=images&cd=vfe&ved=0CBEQjRxqFwoTCPiippHqwv4CFQAAAAAdAAAAABAL
https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Famazonasatual.com.br%2F24-de-maio-135-anos-de-abolicao-na-manaus-preta-e-india%2F&psig=AOvVaw0Nr7Zxb2nNbjMerqJwaWSc&ust=1682436398035000&source=images&cd=vfe&ved=0CBEQjRxqFwoTCPiippHqwv4CFQAAAAAdAAAAABAF
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https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.levyleiloeiro.com.br%2Fpeca.asp%3FID%3D395976&psig=AOvVaw0Nr7Zxb2nNbjMerqJwaWSc&ust=1682436398035000&source=images&cd=vfe&ved=0CBEQjRxqFwoTCPiippHqwv4CFQAAAAAdAAAAABAj
Grupo 2: Anna Clara Moura, Brenda de Moura, Keyth Mylenne, Maria Vitória Lima, Yasmin Moreira
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